sábado, 11 de junho de 2011

Veredicto.


Um cheiro de fruta passada no final da tarde e começo da noite invade o quarto pela janela, a luz amarela, maldita luz amarela alta nos olhos dele, enquanto ela se dedica a leitura, que era pra ser breve e agora te toma toda a noite. E ele, ali, escrevendo. Um mero coadjuvante da própria cara.

Ele só vai se levantar para um café, e retornar, passional ao seu trabalho, duro, pra tentar algum dinheiro pouco no bolso. A única frase que ronda sua cabeça é: "Quando eu ficar rico, vou comprar um caminhão de doce!"

E ela, ainda lendo.

Darlan Júnior (@extragado)

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